domingo, 24 de outubro de 2010

Declaração


Hoje ao te reencontrar cheguei a conclusão de que ando engolindo sentimentos. Você la álvido, pálido ... eu ca... queimada. Seus olhos insinuantes junto ao meu coração nervoso.. eu preciso dizer que te amo. Mas como, se sei que enquanto suas mãos me procuram o seu coração foge!
Odeio ter que ficar dando voltas no passado e parar sempre em você, eu já não tenho mais forças para me aventurar na estrada desta minha paixão ilusória... mas também já não mais suporto fingir que em mim tu fostes apenas um pedaço, se sei e todos sabem que esse amor sempre me tomou por inteiro, e por inteiro sempre fui sua, desde o dia que nasci, pois considero que a minha vida só tomou posse de viver depois de ter se deparado com os seus olhos meninos.
Como eu sinto sua falta.
Eu tento... e como tento acreditar nas mentiras que eu conto pra mim mesma... mas o amor que eu sinto é tão gigante que quando eu digo que não te amo é como se eu estivesse te abraçando e te beijando, e quanto mais eu nego o que sinto, mais eu mergulho em você. E paradoxalmente eu vou me enganando e te amando cada segundo a mais.
Eu sei tão bem que não mais estaremos juntos, e falo isso pro meu coração todos os dias. Mas ele não acredita e retruca dizendo que ainda estaremos juntos em algum segundo dos tantos que eu espero por você. E sei que como ando engolindo sentimentos eles estão sendo guardados pro dia em que finalmente seus olhos, já não mais meninos vão me encarar os meus já não mais tristes.



"Por favor, venha agora, eu acho que estou caindo
Eu estou me segurando em tudo que acho ser seguro"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Triste...



Viver de tristeza, não significa infelicidade. A tristeza inspira. Quando olhamos para as tardes cinzentas do terraço de casa sentimos um leve respirar angustiado que nos impulsiona a buscar saídas maduras. A felicidade às vezes nos dar um ar pueril que se formos refletir, nos faz parar diante da evolução gerada pelas quedas da vida. Quando tudo esta bem não precisamos encontrar refúgios...ombros...revolveres... Quando tudo esta bem nos privamos de conhecer o fundo do poço sem entender que la esta a melhor visão da saída que nos é concedida. Quando tudo esta bem, ignoramos significados e sentimentos.
Não é necessário se afundar em magoas... apenas mergulhar em um pouco de tristeza. Perceber a transparecia que ela passa. Não há nada mais sincero que ela. Ela não põe camadas, ela não disfarça; ela não nos venda e não nos rouba a imparcialidade, assim como faz a felicidade. Tristes podemos ver o nu, tristes podemos ver o mal... tristes podemos ver com os olhos de dentro o que se mostra por fora.
Ser feliz é bom, mas a felicidade vem em escassos momentos e nos abandona. A tristeza não... ela nos acompanha até um momento feliz... e depois que este passa....ela volta a nos acompanhar... como uma amante fiel. A tristeza é a nossa companhia na solidão.
É na tristeza que percebemos como podemos ser felizes. E mesmo adquirindo tal sabedoria, todos sabem que não dar pra ser feliz sempre... não da pra ser feliz e ser poeta, mas da pra ser triste e ser poema, pois o bom poema é triste. O bom poema é nosso. O bom poema é aquele que nos faz criador e personagem, poeta e verso.


"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."
Khalil Gibran

domingo, 25 de julho de 2010

Apenas um motivo


E todas as manhas no mesmo horário ela abria os mesmos olhos cansados. Olhava para o teto de madeira morta e buscava seu reflexo. Encontrava apenas buracos na madeira. Levantava e agradecia por mais um dia de vida entediante. Nas paredes o filme de sua juventude ela via passar. No espelho um encontro inesperado com si mesma. Todos os dias ela conhecia algo de novo em seu corpo, admirava- se com aquela falta de jeito que espantava até os seus próprios fantasmas. Tomava um banho preguiçoso e amedrontado. Ela era um ser tão covarde que tinha medo até de futuros alheios.
Penteava os cabelos geniosos enquanto reclamava da vida. Mordia os lábios na hora de decidir a maquiagem. Ela sabia que isto era mera formalidade diante de sua falta de expressão. Sua face se assemelhava a uma folha em branco de papel reciclado, pois nesta, as marcas de vidas passadas eram tão visíveis que despertavam certa angustia naqueles que olhavam.
Aos berros ela saia de seu canto. Dava o ar de sua mediocridade na sala e se deparava com os mesmos rostos desprezíveis que a acompanhavam desde a infância. Tomava o café que ela mesma preparava. Lavava as louças enquanto discutia com alguém. E com atraso ela saia de casa. E pontualmente ela chorava todos os dias.
A caminho do destino ela pensava que amanha seria diferente, mas ao chegar ela se deparava com a realidade do hoje, criticava então os mesmos erros de ontem. Por alguns minutos ela pensava em algo que pudesse mudar, algo a fazer diferente, mas as pessoas eram as mesmas e como mudar diante da rotina estática? Nem em cem anos ela se acostumaria com aquilo, porem, nem em mil, ela se encorajaria para mudar aquilo.
Sendo assim ela obedecia as casualidades de sua vida. Respeitava o destino que lhe tinha sido imposto. E por muito tempo ela seguiu assim. Sem pedir explicações aos deuses, reclamando aos murmúrios, e chorando em horários convenientes para não atrapalhar aqueles que não tinham motivo para chorar. Ela não era infeliz, simplesmente, não era feliz.
Foi então que em um único ato de coragem, ou talvez o seu maior ato de covardia, ela entregou-se a morte. Esta meramente física. Pois ela nunca soube o que era vida, ao contrário da morte que já conhecia bem. Pois vivia morta e morta vivia. Nem cem anos, nem mil... em alguns minutos ela encheu o peito de coragem e diante do espelho amigo decidiu se enforcar. Segundos antes ela sentiu medo. E foi na morte que soube o que era vida, pois o primeiro indicio de estar realmente vivo, é temer a morte. Aquele que teme a morte é porque ainda possui algum motivo para viver.




``A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.`` (Friedrich Nietzsche)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tardes quentes...Quentes tardes...


E eu que sonhava com tardes quentes de verão estava agora acordada para ver chegar mais um dia de sol. Quando pensei que nada mais pudesse acontecer, tive a surpresa de me ver entrelaçada em seus braços numa manhã de domingo árido. O céu azul, em segredo me contava a previsão do tempo, logo mais a confirmação: tarde quente, para dar o tom de mais uma quente tarde.
A impressão que me da é que estamos a dois domingos deitados nesta cama, o cheiro forte do nosso suor, nossa pele pálida, nosso cabelos bagunçados, nossas roupas ao chão...tudo isso apenas evidenciava meu pensamento. Acho que estou sendo vitima de um tipo de amnésia raro, que apaga a memória, mas mantêm vívidas as sensações, pois estas são tantas que eu não consigo explicar, talvez a multiplicidade de meus prazeres permita algum tipo de entendimento.
Sinais de cura começam a aparecer, flashs perturbam a minha cabeça e me remetem a momentos que aguçam ainda mais as sensações que me ocorrem. Lembro da sua boca, uma lembrança comum, entretanto tudo muda ao simples toque, e a atitude simplória de um beijo se transforma num tremer de pernas e em uma confusão de mãos.
Seus dedos ásperos deslizam pelas minhas costas fazendo curvas herméticas com intuito certo. Sinto então um arrepio que começa nos meus pés e prossegue até o pé do ouvido. Este acompanhado de sua voz grave, firme. Seus dentes então cravam em meu pescoço, deixando marcas apaixonadas. Meus quadris, até então tensos, não resistem, o corpo estremece por inteiro e toda a resistência se rende a você.
A tarde esquenta ainda mais, pois a temperatura aumenta de acordo com a fricção de nossos corpos. Chega uma hora que não existe uma parte de mim que não esteja embolada em você. E como em uma ópera, lentamente nos amamos de inicio, com o decorrer do tempo nos violentamos e no fim de tudo, chegamos ao estado de miséria e glória análogo ao fim de uma guerra que não tem perdedores.
Sendo assim então, estamos acabados e extasiados... O céu já esta laranja e você permanece dentro de mim. Ainda posso sentir a viscosidade do seu amor. Enquanto você sussurra no meu ouvido o canto das sereias, os dedos dos meus pés formigam. Minha respiração forte se confunde com as batidas do seu coração. Nosso prazer é intenso. É sagaz. É descarado e desmedido. Nosso gozo é profundo e nossos olhares sacanas. E é ai que eu lembro de você.
Você é aquele que eu esperei por muito tempo e finalmente apareceu. Você é o dono do olhar fulgido que me encantou. Você é o senhor do não, que me fez dizer sim a mim mesma. Você é o homem que enlaçou meu coração sem por ele ser enlaçado. Você é o feixe de luz que penetrou no meu pensamento obscuro e clareou minhas idéias. Você é aquele que desfez as minhas malas e segurou o meu braço, não me deixou escapatória. Você é a minha vida e principal motivo de excitação. Você é o cara.


"Desde que estamos aqui eu não quero saber quem está por cima, quem está por baixo..." Paula Toller

segunda-feira, 10 de maio de 2010

De repente primavera...


Hoje o dia acordou azul. E por mais que eu tentasse nada conseguia tirar o sorriso do meu rosto. Feito uma boba eu tropeçava pelos corredores e todos pareciam incrivelmente felizes.
A primavera havia chegado, depois de um longo inverno que deixava tudo triste e mórbido, onde os dias pareciam não existir. Eu sentia falta dos raios de sol que me despertavam nas manhas de domingo. Agora pensava comigo mesma como aproveitaria da melhor forma essa nova estação que enchia meu coração de alegria contrastando com as dores que o inverno havia deixado.
A minha primavera começou em uma noite chuvosa. Nossos olhares se cruzaram e se entrelaçaram. Naquele momento eu sabia que a minha vida iria mudar. Aqueles olhos negros me diziam tantas coisas ao mesmo tempo em que eu mal conseguia decifrá-los. Eu mal conseguia acreditar que ele havia percebido que eu estava ali. Há muito eu havia o conhecido, há muito eu perseguia seu olhar... e naquela noite finalmente nossos olhares haviam se aquietado um diante do outro.
Mais tarde sentada ao seu lado eu buscava respostas para sensações que eu sentia. Minhas mãos tremulas buscavam compreender seus gestos. Perto de mim eu mal conseguia fita-lo, minha respiração ficava cada vez mais forte. Busquei incessantemente o autocontrole. Não escolhi muito bem as palavras. Apenas o fiz entender que ,de alguma forma ainda desconhecida para mim, sua companhia me despertava os sentimentos mais conhecidos e universais.
Mesmo me sentindo insegura, eu sabia que se não apostasse todas as minhas fichas naquele momento eu poderia perde-lo mais uma vez. A razão me dizia para agir com cautela, mas o meu coração gritava para não deixá-lo ir, e poucos são aqueles que têm firmeza suficiente para ignorar os pedidos do coração. Eu não sou um desses.
Naquela noite fomos forcados a nos despedir. Ao chegar em casa, um tanto mais calma, me deitei em minha cama e passei então a fazer reflexões sobre as minhas atitudes. Do passado recente fui para o passado distante. Percebi então, quanto tempo da minha vida eu havia desperdiçado em tentativas fracassadas de trocar o incerto pelo certo. Hoje eu percebo que nada é muito certo. E o tempero da vida é justamente essa falta de certeza nas coisas.
A gente não escolhe de quem vai gostar, e nem se esse alguém vai gostar da gente. Podemos até sermos donos de nossos destinos. Mas nossos sentimentos têm autonomia suficiente para mudá-los completamente. Quando a gente vê... estamos num lugar que jurávamos que nunca iríamos, escutando musicas que só criticávamos e vivendo uma vida que jamais imaginamos. É o amor. Que move o mundo, as montanhas, e muda a gente por completo.
O amor que acaba com o inverno e faz a gente se sentir na melhor das primaveras. Que faz a gente se jogar de cabeça no escuro e nos recompensa com a claridade das pessoas que encontramos nessa vida. O amor que simplesmente nos faz feliz.
E foi por isso que naquela noite eu resolvi amá-lo. Eu não tinha certeza do que iria acontecer. E foi essa incerteza que me encorajou ainda mais. Loucura? Não. AMOR.

"Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles)

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Parque Mundo


Hoje faz dez anos desde daquele dia que sai de minha casa para ver a vida mais de perto. Soltei a mão de minha mãe e fui conhecer o``Parque Mundo ``. De la pra ca não tem sido muito fácil. Passei por muitas situações. Aprendi muita coisa e hoje posso dizer com a segurança de um viajante perdido que a liberdade é apenas uma menina que se esqueceu de amadurecer.
Ao sair de casa pensei que ganharia a tal liberdade, como um passarinho que foge de sua gaiola. Mas esqueci que gaiolas não são ninhos e casas não são gaiolas. Esqueci que os pássaros só saem dos seus ninhos quando estão prontos para voar... Eu mal sabia andar talvez por isso voar tenha sido tão difícil... por isso as quedas tenham sido tão duras. O mundo nos tortura tanto. E eu mal o conhecia, mal sabia de mim mesmo...
Há dez anos eu pensava que a melhor forma de conhecer essa vida era se jogando de cabeça nessa piscina de bolinhas coloridas chamada mundo, experimentando e vivenciando tudo o que me parecia bom e agradável nesse parque de diversões, então eu fui caminhando por caminhos tortos ate chegar ao mesmo ponto. Eu andava em círculos. Hoje vejo que o que eu denominava de `` intensidade `` era na verdade apenas uma travessura. Um jeito de me esconder da realidade que me perseguia buscando respostas sensatas para a minha insensatez.
Depois de anos de `` intensidade `` eu me vi perdido. Parecia ter entrado no trem fantasma da solidão e por mais que eu tentasse não conseguia achar a saída. Eu não sabia o que fazer, pra onde ir... Todos haviam sumido... os amores, os amigos, e até os vendedores em suas barraquinhas. Nada estava no mesmo lugar. Eu teria sonhado durante esse tempo todo? Será que apenas eu estava ali?
Não. Todos estavam no mesmo lugar como sempre estiveram e sempre estarão, apenas a minha visão do parque havia mudado. Eu já não olhava mais o mundo com os olhos de uma criança curiosa que anda por museus com dedos inquietos para tocar no ``não toque``. Agora eu enxergava o mundo com os olhos vagos de quem já brincou em todos os brinquedos. A piscina já não era colorida. A cada ano que havia passado sua cor se perdera mais ate chegar ao ponto que chegou. O mundo ficou preto e branco, ao menos assim o via com meus olhos cansados.
Quando percebi até onde meus impulsos haviam me levado, não vou negar a vontade que senti de voltar para o colo de minha mãe. Saudosamente lembrava de minhas discussões com ela. As brincadeiras com meu irmão mais velho e até mesmo os puxões de orelha do meu pai me faziam falta. São incontáveis as vezes que em meio aos problemas mais sérios pelos quais já passei as palavras de meus pais me vinham à memória. Se me sentia preso deveria ter ficado por opção, porque a prisão de minha casa me parece hoje melhor do que a liberdade de um indigente. Por mais atrativos que os brinquedos parecessem eu já mais deveria ter largado a mão de minha querida mãe.
Hoje aqui estou eu. Mas um dia trancado no parque. Fui posto de castigo pelo próprio orgulho. Sem muita animação ando na roda gigante que roda... roda... roda... mas de repente olho pra baixo e la esta minha mãe. Apressado, desço do brinquedo e corro em sua direção. Ela me abraça e diz: Você acha mesmo que eu ia te deixar sozinho? Eu sempre estive aqui bobinho.
Todos se foram, mas eu fiquei esperando você. Sou sua mãe lembra? Eu jamais te abandonaria. Agora me de a sua e mão vamos pra casa.

"A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar."
(Mahatma Gandhi)

domingo, 2 de maio de 2010

A chuva e o penhasco.


Hoje amanheceu chovendo. A nostalgia toma conta das minhas reflexões... Penso então nos dias que não aconteceram... O peito aperta e uma lágrima emerge para limpar o resto de maquiagem que sobrou do dia. Por que ele não me ligou hoje? Devia estar ocupado. É só podia. Alguém bate na porta e pergunta se eu quero jantar. Preguiçosamente respondo que não. Sem perceber la estou eu... Perdida novamente em meus pensamentos... Se não sabia o que era o amor, então por que disse que me amava? O despertador toca, indicando que está na hora de adormecer para os sonhos e acordar para a vida... Amanha é outro dia... Outro dia pra começar, pra rir... Soluçar, pra esquecer... Pra pensar. Amanha já será tarde e você ainda não ligou. As lágrimas estão secando. Você ainda não ligou. De repente as luzes apagam... No céu vejo o relâmpago, instantaneamente levo as mãos aos ouvidos... Logo o trovão virá... Logo o amor irá. Será que irá resistir? A chuva ganha mais força e eu já estou fraca... O trovão não me assusta.
Ainda sinto esperança... Eu sei que a tempestade pode acabar que a luz pode voltar. Eu continuo esperando você. Mas apenas hoje. Enquanto isso o sono se aproxima... Temo dormir pra não ter que sonhar. Sinto uma leve dor de cabeça que se confunde com as dores do meu coração. Um coração dilacerado... Não precisava ter mentido naquele dia. Eu teria entendido, eu sempre entendo, lembra? Mais uma vez alguém bate a minha porta. Dessa vez o convite é para ouvir historias de terror... Dou um sorriso amarelo e respondo educadamente que não.
O vento forte fecha a porta e abre a janela, respectivamente... Assustada volto a pensar em você. Lembra naquele dia que eu te pedia uma prova de amor? Você não soube responder. Eu já devia imaginar que a rua iria alagar com tamanha tempestade. Eu poderia naquele dia ter desistido pra sempre de nós dois, se tivesse tomado essa atitude talvez o celular já tivesse tocado. Percebo uma goteira no canto do quarto. Você não vai ligar.
Vou dormir. É mais fácil sonhar estando acordada. Não, eu não estou fugindo. Estou apenas aproveitando a chuva que cai. Na prateleira de livros olho a caixa... Você sabe o que ela guarda. Pela ultima vez vou abri-la e olhar o quanto um dia fomos felizes. Você ainda se lembra do nosso penhasco? A chuva ta passando. A chuva passou. Acabou. O celular tocou. Eu dormi.


``Toda despedida é dor... tão doce todavia, que eu te diria boa noite até que amanhecesse o dia.`` (William Shakespeare)